por Manoel Netto em
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Lá em Salvador, o Iguatemi (que eu não tenho certeza se é do mesmo grupo) é um shopping popular. Claramente dividido entre os níveis, o prédio tem 3 pisos que aumentam de preço e “classe social” conforme subimos as escadas rolantes.
No Iguatemi da Faria Lima eu não vi isso. Primeiro que o shopping é um imenso labirinto vertical. O conceito de “pisos” ou andares é subvertido totalmente por diversos níveis e subníveis com rampas e “mini-escadas”. Achei um tanto confuso, mas claro que foi apenas a primeira visita.
Apesar de bastante compartimentado, é raro ver alguma loja mais “acessível” – tá, tem uma C&A por lá. A maioria é de grife e cara. O mais interessante foi ver uma bolsa feminina em uma vitrine custando 31 MIL REAIS! É, eu no início tinha achado que 2 dos zeros correspondiam aos centavos do preço, mas ao lado havia um par de sapatos com a etiqueta “2400″ e definitivamente não há um sapato Louis Vuitton que custe 24 reais. Mas uma bolsa por 31 pilas, é demais. O preço de um carro popular numa bolsa rosa e “embolotada” (provavelmente couro de avestruz).
No mais, o shopping é bem bonito. Tem um mega relógio logo na entrada “movido” a líquido. Enorme, curioso, hipnotizante. Só o relógio já valeu o passeio.
Dica de sobrevivência: desligue o bolso ou deixe o cartão de crédito em casa.
Avaliação: 




por Manoel Netto em
quarta-feira, 25 de junho de 2008

Muito se diz sobre a violência de São Paulo, espalham aos 4 ventos e alguns até aterrorizam mesmo. Os paulistanos são tão grilados com isso que qualquer sinal de aproximação causa susto.
Outro dia eu fui pedir uma informação para uma senhora que estava passando na rua – de dia mesmo – e encostei (numa boa, não foi abrupto nem nada, maciota) nela, digo, cheguei perto enquanto andava na rua. A senhora quase deu um pulo pra trás e apertou o passo, me respondeu rapidamente a pergunta (tenho certeza que ela nem ouviu) apontando para um dos lados da rua e sumiu no horizonte. Putz! E eu nem tenho cara de marginal… eu acho.
Mesmo com tudo isso, me espanta – positivamente falando – que a Avenida Paulista seja movimentada em determinados horários (como 1 da manhã de uma sexta ou 10 da noite de um domingo). Mas movimentada mesmo, gente andando, a molecada de skate (!), trânsito, cinemas, metrô (até certo horário)… Já dei alguns passeios na Paulista nesses horários e é muito gostoso – tirando o frio dos últimos dias.
Dica de sobrevivência: Não custa ser prevenido e sair sem objetos caros, não é? Além disso, leve um casaco quente.
por Manoel Netto em
sábado, 24 de maio de 2008

Uma ótima dica de passeio é o Mercadão, como é carinhosamente conhecido o Mercado Municipal de São Paulo. Construído há quase 80 anos, a arquitetura, os vitrais, as comidas, as frutas são convites aos olhos e ao paladar (não muito ao bolso, mas vá lá, você pode só olhar).
Um lugar ótimo para encontrar aquela pimenta que não se vê em outros lugares, alguma carne exótica, um pastel de feira cheio de óleo e com uma fila monstra pra comer … São Paulo… pastel move essa cidade.
Na parte superior há restaurantes que servem desde o tradicional sanduba de mortadela (clássico, prove se tiver coragem e estômago forte) até sushi. No horário do almoço normalmente é bem cheio e há listas de espera. Fique ligado e pergunte aos garçons onde é a fila para esperar por uma mesa e quantas pessoas estão na frente. Normalmente as comidas mais “comuns” como o japonês e uma pizzaria em extremos opostos, ficam mais vazias.
Dica de Sobrevivência: NUNCA se deixe levar pela beleza e gosto das frutas do Mercadão. A maioria esmagadora das barracas de frutas vendem MUITO caro. Você pode sair com 100 reais a menos na carteira e uma sacolinha com 1 kilo de frutas, fácil, fácil. Se liga, perdido!
Dica de Sobrevivência 2: A menos que faça parte do passeio, evite chegar ao mercado pela rua 25 de Março. Muito cheia, confusa e com bastante malandro pronto pra deixar seu bolso mais leve.
Avaliação: 



