Parabéns, São Paulo
por em domingo, 24 de janeiro de 2010 Comente
por em domingo, 24 de janeiro de 2010 Comente
por em sexta-feira, 20 de novembro de 2009 6 Comentários
Antes de me xingarem nos comentários, trago uma reflexão sobre os propósitos originais de um feriado. No Natal, por exemplo, quando criado o própósito era permitir que os trabalhadores e estudantes tivessem um tempo para irem se encontrar com sua família e celebrarem juntos. Muitos não comemoram a razão cristã do Natal, mas mesmo assim se reúnem em família.
Instituir um dia com um tema é algo antigo e foi feito para que reservemos pelo menos 1 dia do ano para lembrar, comemorar, lamentar ou homenagear um evento, uma pessoa, um grupo, uma classe. O fato de alguns desses dias serem feriados oficiais – não ter expediente trabalhista ou escolar – são fruto (original, vamos lá) da necessidade de se ter um tempo reservado para essas homenagens. No Brasil, isso virou motivo de oba-oba, de emendar fins de semana, de “enforcar” sextas-feiras.
Agora voltando ao título do texto, me respondam: quantos de vocês, no dia de hoje, irão a eventos que celembram a consciência negra (seja lá o que isso queira dizer)? Quantos irão visitar museus da escravidão, participar de passeatas em protesto contra a discriminação e o preconceito (que até hoje é um câncer em nossa sociedade), ou fazer uma maratona de filmes com essa temática com a família, para ensinar aos seus filhos o quão ruim foi o período da escravidão? POUCOS! A maioria está aproveitando o feriado (em uns muitos municípios brasileiros) para descansar, ir à praia, ao cinema, coçar … whatever.
O que me dizem então da contradição que é considerar feriado para uma raça, contra a discriminação (sendo que já é discriminatório o próprio feriado) e não considerar para as outras tantas raças que formam esse país misturado que é o Brasil. Mas, claro, os negros foram escravizados, chicoteados, assassinados, roubados, humilhados e merecem esse dia como homenagem. O que me dizem então dos índios? Por que o Dia do Índio não é feriado?
Hoje é “ponto facultativo” (feriado disfarçado) em São Paulo, a cidade com maior número de negros do Brasil. Em Salvador, a cidade com a maior percentagem da população negra, a “Roma Negra” como dizem, não é. Lá é “dia de branco” (piada infame, que deve ter origem discriminatória). E depois baiano é preguiçoso. Sei.
O que eu quero dizer com isso tudo é o seguinte: sou totalmente à favor de termos dias comemorativos, de lamentação ou homenagem para raças, eventos, temas, pessoas, mas sou totalmente contra esses dias serem motivo para não se trabalhar. Nós temos muitos feriados e todos são desvirtuados, pouca gente leva realmente à sério o motivo do dia e quer saber apenas que “não tem trabalho” (nem no Dia do Trabalho, pois então). Se esses dias deixarem de ser “dia de folga”, as pessoas, aquelas que realmente se importam com o tema homenageado, continuarão fazendo seus eventos, passeatas, exposições, e os simpatizantes continuarão frequentando-os. Nenhuma diferença fará para o motivo do dia, mas fará uma diferença absurda para o desenvolvimento do país.
O que você acha?
por em sábado, 3 de outubro de 2009 6 Comentários

O Burger King está com um novo sanduíche (que os paulistanos chamam de “lanche” – é como chamar um jogo de “campeonato” ou um short de “uniforme”), o Whopper Furioso, nas versões simples e duplo. É o Whopper que nós conhecemos, com um molhinho um pouco diferente e umas fatias de cebola empanadas e apimentadas. Parece aquela cebola do OutBack, só que com mais pimenta.
O sabor resultante é muito bom (claro, para quem gosta dos sanduíches do Burger King) e a pimenta não é forte ao ponto de incomodar ou atrapalhar o gosto. Isso, lembrando que eu sou baiano e acostumado com pimenta de acarajé, tá? É bom contextualizar, pra depois não dizer que eu enganei alguém.
Dica de sobrevivência: acompanhe com uma Coca bem gelada.
por em sexta-feira, 2 de outubro de 2009 5 Comentários
Depois dos primos mais famosos, Fashion Week e Restaurant Week, está no ar mais uma semana de descontos em determinado nicho de São Paulo: o SPA WEEK.
Realizado pela Associação Brasileira de Clínicas e Spas, a primeira Spa Week tem o objetivo de promover os spas como forma de contribuir para o equilíbrio entre o corpo e a mente. “A idéia é mostrar a importância dos tratamentos terapêuticos para o alívio do stress e tensões diárias” – diz o site do evento.
Na prática, entre os dias 17 e 31 de outubro de 2009, toda a rede de participantes da cidade de São Paulo, oferecerá diversas terapias por um preço fixo: R$ 60,00. A lista de participantes pode ser conferida no site do evento ou após o jump.
As terapias disponíveis nos spas participantes do Spa Week são: Ancient Het Awakener – Massagem Despertar dos Deuses; Aqua Skin – Pedras Frias; Back Massage; Beauté Aromatique Mary Cohr 40’; Camburi Férias Massagem (Anti-Stress); Candle Massage; Circuito Physio Aono: Desintoxicação; Drenagem linfática corporal; Drenagem linfática facial; Drenagem linfática relaxante; Escalda Pés; Escalda Pés aromático com Candle Reflexo; Escalda Pés & Reflexologia; Esfoliação e Hidratação Corporal; Hidratação Facial; Hidratação Facial com Pedras Frias; Indian Head; Limpeza facial; Lipo Drenagem; Maresias Férias Massagem; Máscara de DMAE; Massagem Ayurvédica; Massagem com bambus; Massagem Dorsal; Massagem Facial e Corporal Anti-Stress (Homem); Massagem Modeladora Express; Massagem Relaxante Kenzoki; Massagem terapêutica (relaxante); Mini-Facial e Shiatsu. Ler o artigo completo
por em quarta-feira, 30 de setembro de 2009 4 Comentários
Essa semana rolou um bafafá na blogosfera / twitteresfera por conta do referido bar. O blog Resenha em 6, que se propõe a fazer resenhas em 6 linhas de texto, publicou um texto esculhambando o Boteco São Bento e afirmando ser o pior bar do Sistema Solar.
O post você pode ler abaixo (a “censura” nos palavrões é minha):
Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xo**** nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no r*** para justificar tamanha simpatia no atendimento.
Raphael Quatrocci no blog Resenha em 6
O resultado do post foi uma série de comentários, alguns anônimos, outros utilizando nomes dos proprietários (não dá pra saber se vieram mesmo deles), atacando o blogueiro com ofensas e ameaças. Depois de centenas de comentários, a maioria deles apoiando o conteúdo da resenha ou criticando a ação dos “donos”, o Raphael anunciou no Twitter a chegada de uma notificação extra-judicial que exigia a retirada do post do ar em até 24 horas – ordem que o Raphael acatou, removendo o texto.