Imóveis para alugar – dicas de sobrevivência

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2 Combodo 1 Banheiro (oi?)

Me mudei pela segunda vez desde que cheguei em Sampa. Agora estou bastante satisfeito com o apartamento que encontrei, tanto pela localização quanto por seu estado, mas a fria que me meti da primeira vez tinha que render um post de alerta. O primeiro apartamento foi escolhido na correria, para sair do flat, para atender ao dia da mudança de Londrina pra cá, etc. O resultado da correria é que o apê não era lá essas coisas, mal acabado, frio, úmido (até mofo deu, com trocadilhos), com vários defeitos de estrutura e num local contra-mão da zorra.

Como já passou e tudo finalmente deu certo (após dois dias de arrumação e desencaixotamento de coisas), vai aqui um pequeno Guia de Sobrevivência: Alugue um Apartamento.

Encontre um bom corretor – ou vários

Parece uma idéia fantástica procurar o seu novo lar sozinho, negociar diretamente com o proprietário e conseguir um preço melhor, mas acredite, não é. Coloque o trabalho na mão de uma pessoa que vive disso e já tem várias opções para te mostrar. Mas não marque bobeira, corretagem é um trabalho competitivo, o mesmo apartamento pode ser alugado por corretores diferentes e às vezes – se você tiver azar – ao mesmo tempo (quem conseguir correr com a documentação primeiro, ganha). Contate dois ou três e fique em cima, ligue o tempo todo e não acredite quando um corretor te disser “eu te ligo quando encontrar algum”. Bullshit, eles não ligam mesmo.

Visite o apartamento com tempo livre

Não vá visitar apartamentos na correria do horário do almoço. Você não terá tempo o suficiente para identificar possíveis problemas no imóvel, não vai sacar que o branco do azulejo da cozinha é tinta e aquelas rachadurinhas da parede não são da tinta. Se possível, vá ao imóvel em horários diferentes. Sua visão pode mudar bastante.

Pergunte tudo o que vier à cabeça

Existem débitos pendentes? O gás é encanado? Tenho direito a vagas na garagem? Quantas? Posso alugar? Qual o horário de mudança? Qual o valor do IPTU? Existe algum problema de queda de energia na região? Posso ampliar a malha elétrica de minha residência? Algum problema de vazamento anterior? Quais horários e cômodos onde o sol bate? E o período mínimo de contrato? Como efetuar o pagamento (boleto, transferência)? Onde ficam os pontos de ônibus mais próximos? Existe infra de serviços (mercado, shopping, farmácia, etc) na região? Alaga quando chove (essa é bem importante)? O vizinho tem cachorro?

Não confie em todas as respostas

Nem tudo vai constar em contrato, portanto, sonde com o porteiro ou futuros vizinhos sobre as perguntas acima. O corretor quer te alugar o apartamento, então a opinião dele é mais que suspeita. Sonde, pesquise, pergunte, visite o local em diferentes horários (confere sol, trânsito, barulho, etc) – nunca é demais repetir.

Use a Internet com sabedoria

Existem trocentos sites de imóveis na Internet, alguns muito bons, com detalhes diversos sobre os imóveis exibidos, mas todo sofrem com alguns pequenos problemas (outros sofrem com grandes). Falta de atualização é o maior deles, pois o mercado é muito dinâmico, as coisas correm muito rápido e normalmente só os imóveis encalhados vão para o site. Na maioria das vezes, o proprietário libera o imóvel pela manhã e à tarde ele já está alugado. Não dá tempo, sacou? E as fotos? Maior propaganda enganosa, não confie mesmo.

Sabe qual o melhor uso da rede nesses casos? Encontrar corretores, saber de sua reputação, encontrar fotos da região escolhida e comentários sobre ela (até se tem enchentes), saber onde comer, lazer, etc.

Confie em seus instintos

Às vezes tudo parece ótimo, mas uma pulguinha permanece atrás da nossa orelha. Aprenda a ouvir seu sexto sentido e sintonize com o local. Se algo lhe diz que tem alguma coisa errada, não vá em frente. Existem opções, mesmo que os corretores tentem lhe dizer o contrário.

Boa sorte.

7 thoughts on “Imóveis para alugar – dicas de sobrevivência

  1. O IPTU é normalmente pago pelo inquilino, contrariando o que o Rei do Céu afirma. A não ser que o contrato e a negociação seja feita de forma diferente e haja acordo no sentido contrário.
    Abs, Kimura

  2. Não aceitem que o IPTU seja incluido no contrato, pois NÃO É OBRIGAÇÃO DO INQUILINO.
    Para que a legislação seja compreendida com clareza, leiam os seguintes artigos do Código Tributário Nacional (LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966):

    Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

    Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.

    Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.

    SEÇÃO II
    Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana
    Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município.
    § 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:
    I – meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;
    II – abastecimento de água;
    III – sistema de esgotos sanitários;
    IV – rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;
    V – escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado.
    § 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior.

    Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.
    Parágrafo único. Na determinação da base de cálculo, não se considera o valor dos bens móveis mantidos, em caráter permanente ou temporário, no imóvel, para efeito de sua utilização, exploração, aformoseamento ou comodidade.

  3. Quero um apartamento para alugar em São Paulo entre os bairros vila mariana e paraiso apto ou casa que tenha 2 dormitorios que aluguel chegue no maximo de 900 a 1000 reias por gentileza entre em contato comigo preciso para ontem obrigado pela atenção paulo
    .

  4. Em primeiro lugar quero parabenizar o Manoel Netto por sua inciativa gostei muito desse blog, sou corretor de imóveis e estou a disposição para qualquer esclarecimento, trabalho com imóveis da CEF, lançamentos, prontos novos, usados e locação. Quanto ao topico acima todos estão certo o IPTU é de competência do proprietário mas na pratica do mercado é o inqulino quem paga, se levarmos ao pé da lei, os proprietários vão englobar o valor do IPTU no valor do alugeu ficando um valor unico, e no final das contas da no mesmo entenderam, segue meu e-mail xavierimoveis@creci.org.br

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