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Otaku - adolescentes fantasiados na Liberdade

Otaku BrasilConheci o bairro da Liberdade há cerca de 2 semanas. Adorei o clima, decoração, apesar de a praça estar em reforma (certamente vai ficar muito mais interessante em mais algumas semanas). Dei uma volta rápida, pois já era tarde e eu ainda não tinha almoçado, por isso fomos a um restaurante japonês muito bom - quando eu descobrir o nome, escrevo uma nota sobre ele aqui.

Mas o que me deixou curioso foi uma galerinha adolescente, logo que cheguei na estação do metrô. Uma penca de meninos e meninas, aparentando entre 12 e 20 anos, quase todos fantasiados. Eram perucas, tintas coloridas nos cabelos, pulseiras imitando comunicadores de heróis do espaço, tiaras imitando orelhas de algum animal (era o que mais se via), maquiagens coloridas e marcantes, além de mochilas com dezenas de chaveiros pendurados e balançando.

Saltitavam de um lado para o outro da estação, rindo, dançando, bebendo, namorando. O papo rolava solto, a azaração e a alegria. Curioso, mas um fenômeno social interessante, engraçado e intrigante. Fiquei com aquilo na cabeça e comecei a procurar o que significava. Read the rest of this entry »

Dicas para andar de ônibus em São Paulo

ônibus em sp

Lá em Salvador, subir em ônibus razoavelmente cheio (daqueles em que não há cadeiras livres e algumas pessoas estão em pé) é um problema, pois as pessoas se acumulam na entrada ou logo após passar a roleta. Em Sampa é bem diferente. As pessoas se acumulam nas portas de saída, mesmo quando há cadeiras vazias e elas só vão descer do ônibus daqui meia hora.

Na verdade isso é algo que observei em metrô e trem também. As pessoas ficam, talvez, com receio de perderem o ponto, não conseguirem descer (isso pode acontecer facilmente no metrô, que não espera ninguém) e terem que andar mais. Coisa de paulista. Na dúvida, aja como eles e fique perto da porta de saída pelo menos. Como todo mundo se acumula lá, vai ficar difícil sair.

Mas andar de ônibus tem uma vantagem maravilhosa: o cartão Bilhete Único. Com ele você faz uma carga em dinheiro e pode utilizar para pegar ônibus, trem ou metrô, fazendo o abatimento direto do cartão. A vantagem é que, no ônibus, você tem 3 horas para pegar até 4 ônibus e chegar ao seu destino, pagando apenas a primeira tarifa. Em algumas situações, você vai utilizar 2 ônibus para ir e voltar com apenas uma passagem ;-). Legal não?

Qualquer um pode comprar o cartão sem registro, em um dos 5.000 postos espalhados pela cidade - estações de metrô, farmácias e principalmente casas lotéricas. Mas fica esperto que, se você perder o cartão, seus créditos vão junto. Para não acontecer isso você precisa fazer um registrado, mas em outro post eu dou detalhes.

Para incentivar ainda mais o uso para o lazer, nos finais de semana e feriados, o Bilhete Único pode ser utilizado até 4 vezes em até 8 horas.

Shopping Iguatemi é um labirinto de compras

Relógio de água Shopping IguatemiLá em Salvador o Iguatemi (que eu não tenho certeza se é do mesmo grupo) é um shopping popular. Claramente dividido entre os níveis, o prédio tem 3 pisos que aumentam de preço e “classe social” conforme subimos as escadas rolantes.

No Iguatemi da Faria Lima eu não vi isso. Primeiro que o shopping é um imenso labirinto vertical. O conceito de “pisos” ou andares é subvertido totalmente por diversos níveis e subníveis com rampas e “mini-escadas”. Achei um tanto confuso, mas claro que foi apenas a primeira visita.

Apesar de bastante compartimentado, é raro ver alguma loja mais “acessível” - tá, tem uma C&A por lá. A maioria é de grife e cara. O mais interessante foi ver uma bolsa feminina em uma vitrine custando 31 MIL REAIS! É, eu no início tinha achado que 2 dos zeros correspondiam aos centavos do preço, mas ao lado havia um par de sapatos com a etiqueta “2400″ e definitivamente não há um sapato Louis Vuitton que custe 24 reais. Mas uma bolsa por 31 pilas, é demais. O preço de um carro popular numa bolsa rosa e “embolotada” (provavelmente couro de avestruz).

No mais, o shopping é bem bonito. Tem um mega relógio logo na entrada “movido” a líquido. Enorme, curioso, hipnotizante. Só o relógio já valeu o passeio.

Dica de sobrevivência: desligue o bolso ou deixe o cartão de crédito em casa.

A noite na Avenida Paulista não acaba

Av Paulista à noite no Flickr

Muito se diz sobre a violência de São Paulo, espalham aos 4 ventos e alguns até aterrorizam mesmo. Os paulistanos são tão grilados com isso que qualquer sinal de aproximação causa susto.

Outro dia eu fui pedir uma informação para uma senhora que estava passando na rua - de dia mesmo - e encostei (numa boa, não foi abrupto nem nada, maciota) nela, digo, cheguei perto enquanto andava na rua. A senhora quase deu um pulo pra trás e apertou o passo, me respondeu rapidamente a pergunta (tenho certeza que ela nem ouviu) apontando para um dos lados da rua e sumiu no horizonte. Putz! E eu nem tenho cara de marginal… eu acho.

Mesmo com tudo isso, me espanta - positivamente falando - que a Avenida Paulista seja movimentada em determinados horários (como 1 da manhã de uma sexta ou 10 da noite de um domingo). Mas movimentada mesmo, gente andando, a molecada de skate (!), trânsito, cinemas, metrô (até certo horário)… Já dei alguns passeios na Paulista nesses horários e é muito gostoso - tirando o frio dos últimos dias.

Dica de sobrevivência: Não custa ser prevenido e sair sem objetos caros, não é? Além disso, leve um casaco quente.